Quais os impostos que o MEI paga para contratar um funcionário?
Entenda quais impostos e encargos o MEI paga ao contratar um funcionário, quanto incide sobre a folha, o que é descontado do empregado e o que entra no eSocial.
Por Kontae
Publicado em 21/03/2026
Atualizado em 21/03/2026
Se o MEI quiser contratar um funcionário, a conta não é só salário.
Na prática, o custo básico da contratação envolve INSS patronal de 3% e FGTS de 8% sobre o salário do empregado. Isso significa que o custo patronal direto do MEI, em regra, é de 11% sobre a folha salarial.
Só que aqui existe uma pegadinha importante: quando as pessoas pesquisam “quais impostos o MEI paga para contratar um funcionário”, elas misturam três coisas diferentes:
- o que o MEI paga
- o que o MEI apenas desconta do empregado
- e o que não é imposto, mas sim obrigação trabalhista
Vamos organizar isso direito.
O MEI pode contratar funcionário?
Sim. O MEI pode contratar 1 empregado.
Esse funcionário deve receber um salário mínimo ou o piso salarial da categoria, conforme o que for maior. Se o negócio precisar de um segundo empregado em caráter permanente, o MEI já não comporta mais essa estrutura e o desenquadramento passa a entrar no radar.
Quais são os encargos que o MEI paga ao contratar um funcionário?
Na regra geral, os principais valores que o MEI empregador precisa recolher são:
- 3% de contribuição patronal para o INSS
- 8% de FGTS sobre o salário
Esses dois percentuais formam o custo patronal básico da contratação.
Em resumo
- INSS patronal: 3%
- FGTS: 8%
- Custo patronal direto: 11% sobre o salário
Se o salário for maior que o mínimo, o valor sobe proporcionalmente, porque esses percentuais são aplicados sobre a remuneração.
Isso é imposto ou encargo?
Tecnicamente, chamar tudo de “imposto” não é o mais correto.
O que entra nessa conta?
- o INSS patronal é contribuição previdenciária
- o FGTS não é imposto, nem contribuição previdenciária tradicional; é obrigação trabalhista/fundiária
- o INSS do empregado é descontado do salário dele e repassado pelo empregador
Ou seja, quando alguém pergunta “quais impostos o MEI paga para contratar um funcionário?”, a resposta prática é boa, mas juridicamente precisa de ajuste.
O MEI não está pagando “só imposto”. Ele está lidando com encargos trabalhistas e previdenciários.
O MEI também paga o INSS do empregado?
Aqui está um ponto que confunde muita gente.
O MEI não paga do próprio bolso o INSS do empregado como custo patronal. O que ele faz é:
- descontar a contribuição do empregado na folha
- recolher esse valor junto com as demais obrigações
Então, na prática:
- os 3% de INSS patronal são custo do MEI
- a contribuição previdenciária do empregado sai do salário do trabalhador, conforme a tabela vigente
Por isso, quando você olhar o total recolhido, ele pode parecer maior do que 11%. Mas o custo patronal direto do MEI continua sendo, em regra, os 3% de INSS + 8% de FGTS.
O FGTS entra na conta do MEI?
Sim.
O FGTS é uma das principais obrigações de quem contrata empregado, inclusive no MEI. O depósito corresponde a 8% sobre o salário do trabalhador.
Esse valor não é descontado do empregado. Ele sai do caixa da empresa.
Então, se o empreendedor olha só para o salário combinado e esquece o FGTS, já começou a contratar fazendo conta errada.
O MEI paga IRRF do funcionário?
Pode pagar ou, mais corretamente, pode ter a obrigação de reter e recolher o IRRF, se o salário do empregado entrar nas hipóteses de retenção previstas pela legislação.
Na prática, para salários mais baixos, isso muitas vezes não acontece. Mas, se houver incidência, o MEI não “arcará” com esse valor como custo patronal normal. Ele fará a retenção na folha, quando aplicável.
Ou seja, o IRRF não é o centro da conta da contratação do MEI, mas pode aparecer dependendo da remuneração e da situação do trabalhador.
Então qual é o custo real de contratar 1 funcionário sendo MEI?
O custo mínimo não é só o salário.
Você precisa considerar pelo menos:
- salário mensal
- 3% de INSS patronal
- 8% de FGTS
- eventuais reflexos trabalhistas, como férias e 13º
- vale-transporte, se aplicável
- direitos previstos em convenção coletiva, quando existirem
Exemplo simples
Se o empregado recebe o salário mínimo, o MEI precisa olhar para:
- salário
- INSS patronal de 3%
- FGTS de 8%
E ainda lembrar que férias, 13º e outros custos não desaparecem só porque a empresa é MEI.
Quais custos o MEI não deve esquecer além dos “impostos”?
Esse é o ponto que separa a contratação organizada da contratação feita no impulso.
Além dos recolhimentos de INSS e FGTS, o MEI precisa lembrar de custos como:
- férias + 1/3
- 13º salário
- vale-transporte, se devido
- eventuais benefícios previstos em convenção coletiva
- verbas rescisórias, se houver desligamento
- multa do FGTS, nos casos aplicáveis
Ou seja: o custo mensal direto pode começar em 11% sobre a folha, mas o custo total da contratação é maior do que isso ao longo do tempo.
Como o MEI faz esses recolhimentos?
Quando o MEI contrata um empregado, ele precisa usar o eSocial.
A contratação deixa de ser só uma relação informal e passa a exigir tratamento correto da folha, dos eventos trabalhistas e da guia de recolhimento.
Em português claro: se você vai contratar, precisa sair da gestão no improviso.
O MEI precisa de contador para contratar um funcionário?
Não obrigatoriamente.
O MEI pode fazer esse processo sem contador. Mas isso não significa que seja sempre uma boa ideia tocar tudo sozinho sem entender folha, encargos, prazos e obrigações.
Se o empreendedor não domina a rotina trabalhista, o barato pode sair caro em erro, atraso e passivo.
Vale a pena contratar sendo MEI?
Depende do momento do negócio.
Pode valer quando:
- a demanda está maior do que você consegue atender sozinho
- existe caixa para suportar salário e encargos
- a contratação vai aumentar capacidade operacional
- o negócio está minimamente organizado
Não vale quando:
- o caixa está apertado
- a contratação é feita por impulso
- o empreendedor não faz ideia do custo total
- a empresa já está no limite do regime e vai precisar crescer rápido
É exatamente aí que a Kontaê faz sentido. Antes de contratar, o MEI precisa entender se o caixa sustenta salário, encargos e rotina trabalhista sem transformar a contratação em um rombo silencioso.
O que acontece se o MEI precisar de mais de 1 funcionário?
Aí o regime começa a deixar de servir.
O MEI foi criado para operação muito pequena. Se a empresa já precisa de mais de 1 empregado de forma permanente, esse é um forte sinal de que o negócio pede uma estrutura maior.
Nessa hora, insistir no MEI só porque ele parece mais simples costuma atrasar uma decisão que já deveria estar madura.
Resumindo
Quando o MEI contrata um funcionário, os principais encargos que ele precisa pagar são:
- 3% de INSS patronal
- 8% de FGTS
Isso gera, em regra, um custo patronal direto de 11% sobre o salário.
Além disso:
- o INSS do empregado é descontado da remuneração dele e recolhido pelo empregador
- pode haver IRRF, se a remuneração entrar nas hipóteses legais
- férias, 13º, vale-transporte e outros direitos também entram na conta total da contratação
Perguntas frequentes
Quais impostos o MEI paga ao contratar um funcionário?
Na prática, os principais encargos são 3% de INSS patronal e 8% de FGTS sobre o salário.
O MEI paga 11% sobre a folha?
Sim, esse é o custo patronal direto básico da contratação: 3% de INSS + 8% de FGTS.
O INSS do empregado sai do caixa do MEI?
Não como custo patronal direto. O MEI desconta o valor do salário do trabalhador e faz o recolhimento.
O FGTS é descontado do funcionário?
Não. O FGTS é obrigação do empregador.
O MEI paga só salário e FGTS?
Não. Também existem férias, 13º, possíveis benefícios da convenção coletiva, vale-transporte e outras obrigações trabalhistas.
O MEI pode contratar mais de 1 funcionário?
Não de forma permanente. O limite normal do MEI é 1 empregado.
Aviso importante
Este conteúdo tem caráter informativo. Contratação de empregado envolve encargos previdenciários, FGTS, rotina de eSocial e direitos trabalhistas. Antes de admitir alguém, vale verificar se o caixa do negócio suporta não apenas o salário, mas o custo real completo da contratação.
Pronto para organizar suas finanças?
Comece com a Kontae e tenha controle total do seu caixa.
Começar agora